Você Sabia que Refluxo Esofágico é Falta de Acidez no Estômago?

Tempo de leitura: 7 minutos

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As pessoas acreditam que tem o refluxo porque o estômago está ácido demais, mas é o contrário. O estômago quando perde a acidez é que entra em refluxo.

O pH do estômago está entre 1,5 e 2,5 e é importante ele manter essa acidez, pois é ela que faz a digestão dos alimentos, principalmente da proteína que mais precisa do suco gástrico.

Essa proteína digerida sai do estômago pelo piloro, vai para o duodeno onde recebe a bile e sucos e enzimas pancreáticos para continuar a digestão pelo intestino.

O alimento começa sendo mastigado onde recebe a saliva, que é importantíssima para o final da digestão. A saliva é pouco valorizada, as pessoas mastigam pouco, dão pouca saliva para o alimento e pagam o preço no intestino.

Ouvimos muito falar que nós somos aquilo que comemos. Errado. Nós somos aquilo que nós digerimos. Se eu comer a comida certa, mas não mastigar adequadamente, vou ter uma alimentação muito deficiente. Então a gente mastiga, desce pelo esôfago, passa pelo esfíncter esofágico e vai para o estômago onde recebe suco gástrico ácido e vai para o intestino.
Se o estômago aumenta o pH ele vai bloquear a saída do estômago.

O duodeno não aceita alimentos com o pH acima de 3. Se o pH acima de 3 passa para o duodeno vai causar problema, então o piloro fecha. Já o esfíncter esofágico, é o contrário, ele fecha quando o pH está abaixo de 3. Então quando o estômago está ácido, o esfíncter esofágico não deixa voltar o alimento do estômago. Se o pH do estômago começa a aumentar, o esfíncter esofágico não fecha e começa a subir, então a parte do esôfago que é alcalina fica muito ácida. Aquilo causa a acidez no esôfago que causa a azia, a queimação no peito e que vai gerar a hérnia de hiato.

Algumas coisas desencadeiam a parte de não fechamento do esfíncter e do aumento da acidez: a gravidez (esclerodermia), obesidade, tabagismo e álcool.

Quando comemos proteínas precisamos de um suco muito gástrico entre 1,5 e 2. Essa proteína sofre a digestão, passa pelo piloro, duodeno, recebe suco pancreático, essa proteína normalmente tem gordura junto, recebe a bile, vai para o intestino, se recompõe em aminoácidos, passa pela mucosa do intestino. Vai para o sangue e o organismo recebe aquela quantidade grande de aminoácidos.

Quando o estômago não está com o nível de acidez adequado, quando está mais alto o pH, a proteína não recebe todo o suco gástrico, ela não digere adequadamente, não fica em pedaços bem pequenos, elas ficam em pedaços maiores, quando chega no duodeno o pâncreas tem que trabalhar muito para produzir enzimas pancreáticas e compensar o que não foi feito na mastigação com a salivação, no estômago com o suco ácido. A bile tem que ser produzida em grande quantidade para compensar a gordura que não foi bem digerida e vai assim por diante em todo o intestino delgado e intestino grosso, resultando em pedaços de alimentos não digeridos que saem nas fezes, ou seja, nós não aproveitamos a alimentação.

Mas isso não é o pior. O pior é que os pedaços grandes afetam a membrana do intestino, agridem e geram um processo inflamatório importante e essa membrana acaba criando uma permeabilidade aumentada, ou seja, os poros que são pequenos para passar moléculas pequenas se transformam em poros grandes, onde passam pedaços grandes de proteínas e de outros alimentos pela mucosa intestinal indo para o sangue.

O sangue entende isso como uma agressão, como um corpo estranho, um inimigo. Ele não entende como alimento, ele só entende como alimento alimentos pequenos, aminoácidos quebrados da proteína, ele não entende pedaços grandes de proteína como alimento. Então ele ataca aqueles pedaços como um corpo estranho, isso gera um processo alérgico, gera defesas imunológicas atacando aquilo e essas defesas geram o início das doenças autoimunes. O corpo começa a atacar esses alimentos mal digeridos e daqui a pouco começa a atacar ele mesmo. É o início da asma, da artrite, da esclerodermia, da esclerose múltipla e de todas as doenças consideradas autoimunes. Então é importante que você mantenha seu estômago ácido.

Mas o que diminui a acidez? Duas coisas: uma bactéria chamada Helicobacter pylori que ataca o estômago e causa uma série de alterações no estômago. Outra coisa é o carboidrato, que para ser digerido precisa que o suco gástrico seja o máximo alcalino possível. Então quando você comer um carboidrato você está alcalinizando o estômago. Se você comer uma proteína em cima dá para imaginar a situação controvérsa que o estômago fica.

Por exemplo, um bife com batatas: um pedaço da batata querendo que o estômago fique alcalino e um pedaço do bife querendo que fique ácido. No final não fica nenhuma das duas coisas. Por isso tem muitos autores que recomendam não misturar proteína com carboidrato.

Se você se alimentar antes de dormir, está com fome e resolveu comer um pedaço de queijo, você não vai ter tempo suficiente para o estômago esvaziar, o sono vai diminuir o processo digestivo e vai fazer com que o alimento permaneça no estômago por muito mais tempo. Esse é um outro fator de problemas no corpo e que gera refluxo esofágico.

Uma coisa que ajuda muito para diminuir o problema de refluxo esofágico é o limão. Tomar limão em jejum, sem açúcar e de preferência sem adoçante vai fazer com que se equilibre a acidez do estômago.

Muitas pessoas curam a acidez do estômago tomando limão, algumas não. Você vai ter que fazer o teste com você mesmo.

Outra coisa que é importante nesse assunto: se meu estômago começa a ficar muito alcalino, perdendo a acidez, todo o resto da alimentação que vai para o intestino é afetado, inflama o intestino, vai para o sangue e aumenta sua acidez, isso está provado que é um fator gerador de doença. Quanto menor o grau de acidez no estômago, maior a possibilidade de formação de câncer no resto do corpo.

O objetivo da acidez do estômago é esterilizar os alimentos. Quando a gente come alimentos contaminados, a acidez do estômago ajuda a esterilizar o alimento, a digestão da proteína, quanto mais ácido for o estômago, maior é a produção de uma enzima chamada pepsina, que ajuda no metabolismo proteico. O estômago produz um fator intrínseco que promove a formação de uma glicoproteína que vai ajudar na absorção da vitamina B-12, que é fundamental para a nossa energia. Quanto mais ácido for o estômago, melhor é a produção de bile e das enzimas pancreáticas.

Espero que isso tenha lhe ajudado a entender um pouco sobre os refluxos e que você não deveria estar tomando antiácidos para tratar refluxo gastresofágico.

Eu desejo a você uma supersaúde.

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17 Comentários


  1. eu sou uma super mãe minha filha tem 16 anos e sofre com refluxos a anos eu não faço mais nada a naõ ser cuidar dela estar tomando esomeprazol de 40mg dois por dia é bem magrinha evtitar tomar café varias frutas acidas só ndorme duas horas depois q come tem a cabeceira da cama levantada e não para de tossir já fizemos tanta coisa e nada também tem alergia ao acaro com renite constante principalmaente pela manhã mim ajude faço o que agora para curar


    1. Oi Rosemere Maria! tudo bem?
      Eu também sofria de refluxo e, por muito tempo fiz uso de prazois, por recomendações médicas. Mas a situação só piorava. Depois de pesquisar muito sobre o assunto, descobri que estava agindo de maneira completamente errada. Hoje não uso mais o Pantoprazol, graças à Deus!!!
      Tomo água com limão em jejum todos os dia e, pra aumentar mais o ácido clorídrico do estomago, tomo Cloridrato de Betaína ou Betaína HCL junto com as refeições. Hoje posso dizer que minha saúde melhorou 90% e, tenho muito mais energia e me sinto muuuitoooo FELIZZZZZZZZZ!!!!


      1. Isso mesmo Laudiceia…água com limão em jejum e cloridrato de betaína!!A mesm a coisa eu faço e ainda tomo yogurte de kefir!!


    2. I could watch Sc’rhdleins List and still be happy after reading this.


    3. Sinto muito pela sua filha…também tenho refluxo..sofro demais com isso…mas não tomo nada à base de omeprazol,pois isso é só pra aliviar…anestesiar…não cura nada!!Mas os médicos em geral só passam isso.Ultimamente assistí uma entrevista do Dr. Lair Ribeiro onde ele ensina que bom é o cloridrato de betaína…tomei e é muito bom…mas não antes e nem depois das refeiçōes…é durante…vai começar a a comer e logo toma.Toma no almoço e no jantar.Esse cloridrato de betaína não é remédio..é um suplemento. O omeprazol…fiquei sabendo que é um veneno…usado por muito tempo tem efeitos colaterais bem ruins!!O cloridrato de betaína é de 300mg…manda fazer na farmacia de manipulação!! Boa sorte!!


  2. I could read a book about this without finding such real-world apscraohep!


  3. Excelente informações … estarei mais atenta ao habitos … estas dicas são preciosas para nós que sofremos com a azia e queimação. Obrigado por compartilhar!!!


  4. Boa tarde!
    Tenho problema de Refluxo e Intolerência a Lactose.Já emagrece muito,perdi massa muscular, só a carne moída não me faz mal.Tomar o limão é bom? e a Betaina melhora a gastrite?Onde posso comprar essa Betaína e como tomar.Moro em SP pena que o Dr. mora no sul.
    Grata,
    Fátima Sá


    1. Olá Fátima,
      Diminua os carboidratos.
      Inclua o Limão.
      Compre Betaína em farmácia de manipulação ou pela internet.
      Abraços.


  5. Boa Noite! Primeiramente, parabéns pela explicação. Tenho Gastrite e refluxo esofágico e uso o pantoprazol 20mg diariamente. A utilização do suco de limão poderia prejudicar a Gastrite ou posso tomá-lo para ajustar a digestão… Já tenho ligado ao Refluxo/ Gastrite uma asma ! Conseguiria reverter o quadro da asma com o tratamento do estômago ou é irreversível? …Prometo que é a última pergunta. Dietas de ingestão exclusiva de carnes auxiliariam no tratamento do Refluxo e da Gastrite?


    1. Você precisa experimentar a resposta do teu corpo.
      Muitos se dão bem com o limão. Outros não.
      Nunca li nada sobre essa relação.
      A asma, doença autoimune, é mais relacionada com inflamação intestinal.


    2. Olá, Thiago. Não sou médica, mas sofri com esse mesmo problema. Como moro na Alemanha, te passo umas informações que os médicos aqui recomendam. Primeiro, o pantoprazol realmente ajuda, e se você precisa fazer um tratamento a longo prazo, somente com acompanhamento médico. Se for o Omeprazol, este só pode ser tomado no maximo por duas semanas. Note que tratamentos prolongados de Pantoprazol dificultam a absorção de vitamina B12, necessária para a saúde. A maior ajuda é a dieta alimentar: não comer muito, não comer alimentos industrializados como lasanha pronta ou hamburguers congelados, enlatados etc. Não comer muitos carboidratos como pão branco, pizza etc, substitua por integrais, tomar de manhã um copo de água com limão. Neste caso, você comece com algumas gotas de limão. Não precisa pôr um limão inteiro. Não coma muito, principalmente à noite e antes de dormir. Carnes, salsichas, queijos são demorados para digerir e por isso de noite o refluxo é pior. Coma menos e comidas mais leves. Um pedacinho de frango ou carne sem gorduras durante o dia, pare de tomar refrigerantes (muito importante!), mais frutas e menos açúcar ou doces. É muito difícil mas é possível. Importante é começar devagarinho, pois uma mudança brusca não ajuda, pelo contrário, piora. Corte um item que faz mal, como o refrigerante ou mude a refeição da noite. Tome a água com um pouquinho de limão. Não exagere no começo e você vai se acostumar. E peça ao médico fazer exame de sangue para ver se há deficiência de vitaminas ou minerais por causa do Pantoprazol, principalmente a B. Resumindo: diminua a acidez do corpo, procure o equilíbrio.
      Tudo de bom.


  6. Minha dúvida é sobre o Magnésio PA. Posso usar em cápsulas ao invés do pó que dilui em água?

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