Dopamina: Motivo Pelo Qual Você Come e Faz Coisas Que Não Deveria

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Tudo começou com uma experiência em 1953 com dois pesquisadores que fizeram experiências com ratos. Eles implantaram um elétrodo em uma zona que eles acham que era a zona do medo. Toda vez que eles davam um choque, o rato ficava contente e queria mais daquilo.
Mais tarde os pesquisadores descobriram que não tinham acessado a zona do medo, era a zona da recompensa.
Ainda mais tarde fizeram uma experiência também com ratos onde eles apertavam o botão para ativar esse choque na zona da recompensa, eles continuavam apertando o botão repetidamente. Depois que eles aprenderam, havia um momento em que um dos botões não dava mais choque ao apertar e eles tinham que correr até o outro botão. Enquanto isso ocorreu, os ratos eletrificaram a grade da gaiola onde estavam e chegaram a queimar as patas por correr de um lado para outro para apertar o botão.

A partir daí que descobriram que aquela zona da recompensa liberava um neurotransmissor chamado dopamina, que nos estimula a fazermos as coisas com expectativa de termos um bom resultado.

A natureza criou a dopamina nos primórdios, quando estávamos com risco de sobrevivência, onde tínhamos que fazer trabalhos com a expectativa de resultado, como a caça de comida, por exemplo.

Mais tarde, na época da experiência com ratos, fizeram a mesma experiência com pacientes, quando não havia tanto cuidado com a agressividade ao paciente. Colocaram elétrodos na zona da recompensa e estimulavam a produção de dopamina enquanto eles apertavam os botões.

Os trabalhos foram se desenvolvendo, e em 2001 na Universidade de Stanford, foi feita uma pesquisa com pacientes, sempre que aparecia uma imagem na tela e eles apertassem um botão, eles ganhavam dinheiro. Nessa época eles conseguiam medir a circulação de sangue dentro do cérebro. Então quando eles apertavam o botão, dava a expectativa de ganhar o dinheiro, e quando ganhavam o dinheiro apagava a imagem.
Haviam duas imagens, a imagem da expectativa do dinheiro e a imagem do dinheiro recebi, em duas zonas diferentes do cérebro. E a imagem da expectativa tinha muito mais sangue naquela zona do que o dinheiro.

Outro trabalho que foi feito com mulheres que faziam compras compulsivas, começaram a medir o grau de expectativa, as mulheres tinham a expectativa muito grande até a hora da compra, depois voltavam pra casa, se sentiam muito mal e queriam voltar pra comprarem novamente.

Trazendo esses dados para a nossa vida diária a gente começa a entender o que a gente come sabendo que vai fazer mal, pois a expectativa da comida libera dopamina e essa expectativa faz com que a dopamina liberada deixe a gente com vontade de comer. Todas são ações auto sabotadoras.
Você pode notar isso nas compras compulsivas, na alimentação inadequada, no vício como o do cigarro e álcool, nas jogatinas, que liberas aquela expectativa de jogar e de ganhar. O contato com a internet.

A conscientização da dopamina faz com que eu me torne o observador do meu comportamento e ser observador faz com que eu veja quando estou em busca atrás de uma recompensa e me ajuda a não ceder à tentação.
Isso vale muito para quem quer uma alimentação saudável e fazer exercício, pois quando se está saindo do trabalho e imagina que vai chegar em casa e descansar, é liberada a dopamina. Esse é um competidor sério com a sua vontade de ir à academia, pois meu cérebro frontal sabe que eu tenho que fazer exercício.

Espero que essas informações consigam lhe fazer entender porque estamos sempre nos auto sabotando. Eu te desejo uma supersaúde.

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4 Comentários


  1. Boa noite!

    Todas as manhãs, depois de deixar meus filhos na escola eu caminho e corro, intercalando.
    Percebo que quando levanto pela manhã, em um primeiro momento penso em não ir fazer a atividade, como a cama está boa ainda e ainda tenho sono. Mas levanto, porque tenho compromisso em levar meus filhos na escola, e logo em seguida já coloquei a roupa para me exercitar. Sinto alegria e vontade para me exercitar. Parece que meu corpo pede atividade física.
    Esta sensação tem a ver com a dopamina também ou não?
    Grande abraço
    Alice

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