Como Ter Energia Sobrando

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Em outros artigos eu falei que o cansaço por menor que seja é sinal de doença pois ele significa que o corpo está produzindo menos energia que precisa, e ter energia sobrando é essencial para ter e aumentar a saúde. Falei também que a causa dessa perda de energia é a diminuição do número e da qualidade das mitocôndrias que são as usinas de energia de todas as células do corpo. Neste artigo falarei como fazer para recuperar não só a função mitocondrial que tinham quando jovens, mas também como adquirir energia e mitocôndrias tão intensas como nunca tiveram e para nunca mais ficarem cansados.

Dentro do conceito desta medicina da saúde, como eu chamo, o indivíduo que tenha cansaço ou qualquer outra manifestação de doença, não importa qual seja, primeiramente precisa aumentar o número de mitocôndrias para disponibilizar mais energia para o corpo curar seus cansaços e suas doenças. E como promover a mitocondriogenese, ou seja, aumentar o número de mitocôndrias? Só tem uma maneira; com exercícios.

Ah então eu tenho que começar a caminhar – você pensou, infelizmente exercícios de baixa intensidade não aumentam as mitocôndrias. Se você interromper o exercício antes de esgotar toda função mitocondrial daquele músculo o teu cérebro reptiliano entendera que não é preciso aumentar o número de mitocôndrias pois elas obviamente estão dando conta do recado.

Aumentar o número e a capacidade funcional das mitocôndrias exige um grande esforço metabólico do organismo e um custo tão elevado de energia que o cérebro reptiliano só irá promover essa tarefa se ficar muito claro a extrema necessidade disso, ou seja, as mitocôndrias não estarem conseguindo produzir toda energia necessária. Por isso todos os exercícios moderados que não esgotam a capacidade dos músculos e do coração não são suficientes para provocar o aumento do número de mitocôndrias. Consequentemente a maioria dos exercícios feitos não aumentam as mitocôndrias e as pessoas continuam ficando cansadas.

Somente exercícios que são realizados na intensidade máxima que levam seu corpo ao cansaço e ao esgotamento provocam no cérebro reptiliano o comando para produção de novas mitocôndrias. Sempre que o exercício chegar ao limite da energia da célula e no esgotamento do músculo o cérebro reptiliano promoverá o processo de aumento do número de mitocôndrias.

Existem dois tipos de exercícios que promovem isso. O exercício muscular que chega na falha muscular, ou seja, ele tem que ser interrompido por não ter mais energia para continuar. E o exercício que leva o coração a frequência cardíaca máxima ao ponto também de ter de ser interrompido. Vamos examinar cada um deles iniciando pela atividade muscular.

Ao usar um músculo em um exercício ou em uma atividade é preciso que este músculo produza energia, ATP. Quem faz essa tarefa é a mitocôndria, já vimos isso, e ela utiliza algum combustível que pode ser carboidrato, pode ser gordura e pode ser até proteínas. Se eu persistir na tarefa até o músculo não poder mais realizar nenhum movimento, na musculação nós chamamos isto de falha muscular, significa que eu cheguei a capacidade máxima da produção de energia para as mitocôndrias daquele músculo, daquele momento, não importa se ainda tem combustível sobrando no corpo pois aquele músculo esgotou sua capacidade.

O músculo trabalhado precisa de energia não só para realizar a tarefa como também para promover a recuperação das fibras que trabalharam. Por isso se nós dermos um tempo as mitocôndrias terminam de produzir energia para a recuperação e ficam disponíveis novamente para produzir energia e continuar a atividade. Só que agora iremos esgotar sua capacidade em menos tempo e com menos repetições. Essa chegada novamente da falha muscular e da reforçada mensagem ao cérebro reptiliano resulta na necessidade de aumentar as mitocôndrias nos músculos. É por isso que se realizam várias séries do mesmo exercício na musculação e se realizam vários exercícios para o mesmo músculo também.

Quando a falha muscular acontece o cérebro reptiliano entende que aquele músculo trabalhou acima da sua capacidade ou no limite máximo da sua capacidade e imediatamente envia o comando para todo o organismo para que se inicie o processo de gerar novas mitocôndrias para aquele músculo. A prova de que existe combustível suficiente no corpo sobrando é que ao trocar de exercício envolvendo um outro músculo o corpo dispõe de energia suficiente e não apresenta mais o cansaço do exercício anterior.

É por isto que na musculação se recomenda realizar exercícios envolvendo músculos diferentes de maneira a promover a falha muscular em todos os grupos musculares do organismo fazendo um esgotamento geral. Se o indivíduo terminar o exercício algumas repetições antes da falha muscular, não irá provocar o estímulo adequado para o cérebro reptiliano promover o aumento das mitocôndrias. Acho que ficou bem claro essa parte do músculo e a importância de trabalhar o músculo na sua intensidade máxima.

A segunda maneira de aumentar a produção das mitocôndrias no corpo é utilizando a capacidade cardiovascular respiratória, isso significa trabalhar com coração na frequência cardíaca máxima possível. Existe uma conta muito primária que é calcular a frequência cardíaca máxima usando uma fórmula de 220 menos a idade (220 – idade). Assim eu que tenho 66 anos a minha frequência cardíaca máxima é 220 menos 66 que daria 154.

Então se eu quero estimular um aumento do número de mitocôndrias da célula cardíaca e de todo o corpo, inclusive do meu cérebro, eu preciso trabalhar exercícios cardíacos cardiovasculares que levem meu batimento acima de 154. Nos meus treinos é comum atingir a frequência de 168 até 170 batimentos por minuto.

Resumindo… Para aumentar a capacidade de produção de energia aumentando a capacidade cardíaca, ou seja, aumentar a saúde do coração e de todo aparelho circulatório, é preciso chegar no limite do coração. Só assim o cérebro irá promover o aumento da capacidade independentemente do enorme custo metabólico que terá que gastar para conseguir fazer isso. Então não adianta fazer exercícios que trabalham abaixo do limite da capacidade. Não importa se é uma caminhada ou uma corrida, mesmo uma maratona de 42km não estimula aumento de mitocôndrias como as corridas intervaladas de 30 segundos na velocidade máxima.

Algumas considerações… Esse processo é muito lento, micrométricamente lento, o resultado ser dará aos poucos em melhorias imperceptíveis. O estímulo do exercício dura poucos dias, no máximo 3 dias, ideal ficaria em torno de 48 horas. A partir desse tempo o cérebro reptiliano volta a desativar as mitocôndrias que não são utilizadas e a diminuir a capacidade de produzir energia. À medida que os dias forem passando sem fazer exercício naquela intensidade máxima a função mitocondrial conquistada irá diminuir gradativamente até voltar naquele padrão Inicial insuficiente.

Qualquer manifestação de cansaço é falta de energia e doenças se instalando. Se você quer ter saúde tem que ter energia sobrando, além disso se você tiver cansaço e falta de energia para atividades físicas pode perder esperança de ter energia para as atividades intelectuais e mentais. O cérebro reptiliano não irá liberar energia para as funções cognitivas enquanto as funções vitais não estiverem completamente resolvidas. Se você for como eu e quer conquistar a Supersaúde deve ter muita energia sobrando. Existe muita coisa a se falar sobre ter energia sobrando para desenvolver uma vida e um cérebro de alta performance e eu pretendo voltar neste tema de maneira que você possa experimentar um processo de conquistar a Supersaúde que é o que eu desejo para você.

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