Como Ganhar Massa Muscular com o Cérebro Reptiliano

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Se nós entendermos o que é e como funciona o Cérebro Reptiliano estaremos em condição de conquistar melhores resultados nos nossos exercícios. Não se assuste, vou falar dele de forma muito simples.

Captura-de-pantalla-2016-03-09-13.44.06-1Nosso cérebro pode ser dividido em quatro partes: Cérebro Reptiliano, Límbico, Neocórtex e Lobo Frontal. O Reptiliano é o mais primitivo. Existe na escala evolutiva há 200 milhões de anos e, como o nome diz, iniciou com os repteis e até hoje esta parte do nosso cérebro tem a mesma função original, que é igual a de todos os animais que vieram depois.

O cérebro reptiliano tem a função de controlar e coordenar TUDO, absolutamente tudo, o que se refere à manutenção da vida. Isto inclui todas as funções do corpo, como batimento cardíaco, respiração, circulação, produção de hormônios, enzimas e tudo o mais. E, é só ele que faz isso. Os outros cérebros mais recentes têm outras funções.

É o cérebro reptiliano que determina o aumento da massa muscular ou da capacidade cardíaca, mas ele só faz isso se detectar que é importante para sobrevivência a curto ou longo prazo. E é aqui que precisamos entender um pouco mais. Frequentamos academia para aumentar a nossa massa muscular e a capacidade cardíaca. Mas, para isso acontecer, exige um trabalho muito difícil ao nosso organismo e extremamente custoso, em termos metabólicos. O nosso corpo tem que investir uma grande quantidade de energia metabólica para ter um ganho muito pequeno. E, o cérebro reptiliano só determinará esse gasto se ele considerar fundamental para a sobrevivência.

O cérebro reptiliano só entende quatro verbos: comer, lutar ou fugir e reproduzir. Tudo o que fazemos é interpretado numa destas quatro ações fundamentais para a manutenção da vida. Ele não tem sentimentos (função do límbico), não pensa (função do neocórtex) e nem faz planos para o futuro (lobo frontal).

Quando fazemos musculação, o cérebro reptiliano acredita que estamos trabalhando para conseguir comida (única razão para fazer esforço).  Se terminarmos o exercício com sobras e possibilidade de fazermos mais algumas repetições ele conclui que o músculo que temos foi suficiente para aquela tarefa de conseguir comida, logo não passaremos fome e o músculo está adequado.

Mas, se terminarmos um exercício no esgotamento muscular (falha muscular) sem condições de realizar mais nenhuma repetição, este cérebro entende que não terminamos a tarefa. Ele acredita que irá faltar comida e isto poderá afetar a nossa sobrevivência. Então, ele providencia imediatamente recursos biológicos para aquele músculo aumentar e amanhã quando for exigido, conseguir terminar aquele trabalho que faltou força.

Este aumento muscular exige um grande trabalho metabólico onde são recrutados esforços de vários sistemas biológicos a um custo muito alto. Mas, como existe o risco de sobrevivência ele não medirá esforços para o organismo providenciar esta melhoria muscular.

Concluindo: a ÚNICA condição para o exercício de musculação provocar um estímulo para o aumento da massa e da força muscular (únicas razões para fazer este exercício) é levar este músculo ao esgotamento (falha muscular) em todos os exercícios. Se interrompermos apenas uma repetição antes da falha, o estímulo para melhoria cai significativamente. Lembre-se que o cérebro reptiliano não pensa, apenas reage e ficará satisfeito “concluindo” que: “ufa, quase cheguei ao limite, mas consegui concluir a tarefa e poderia até ter feito mais um movimento, logo não há necessidade de gastar uma fortuna em recursos metabólicos para aumentar este músculo”

É claro, que um estímulo correto (falha muscular) não será suficiente para melhorar a musculatura se não houver uma alimentação e um repouso adequado.

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1 comentário


  1. Estou acompanhando Dr esta de parabéns?

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